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Coffeenando

First coffee, then the world

Coffeenando

First coffee, then the world

Do meu Bullet Planner…

Sandra Silva, 18.08.24

Este deve ser o último pôr do sol das minhas férias. Não porque seja o último dia de férias, mas porque os próximos dias são de vento aqui pelo oeste. E o vento aqui não é para brincadeiras. Está um final de tarde espectacular. Não apetece sair da praia. Ainda há pessoas na água. Há surfistas, como sempre. Há crianças a brincar na areia à beira-mar. Há pessoas que vieram só para ver o pôr do sol. Há pessoas a pescar com as suas canas montadas à beira-mar, os baldes com isco e cadeiras para passar a noite. Com as suas galochas calçadas, jardineiras impermeáveis, à espera que o peixe morda o isco. 

Hoje também vi gaivotas a sobrevoar e pelo menos um barco no mar. Aquele que chamo o barco laranja porque ao longe dá para ver a risca na proa.

São oito, tenho o jantar para fazer, mas não me apetece. Não tenho fome. esta paisagem alimenta-me.

 

“Pessoas que conhecemos nas férias”, Emily Henry

Sandra Silva, 15.08.24

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O meu terceiro livro da autora e o segundo lido este ano e este verão.

Emily Henry já tem um lugar no meu coração.

Apesar dos seus livros clichê, de "enemies do lovers" e "friends to lovers", onde os protagonistas acabam por apaixonar-se e ficarem juntos, a sua escrita é deliciosa e viciante. Imagino-me sempre na pele das suas protagonistas, porque estão sempre ligadas à escrita e aos livros.

Nesta história a protagonista escreve para uma revista de viagens e passa o tempo a viajar e escrever sobre os locais que visita (o que seria um emprego de sonho para mim).

O livro alterna entre o presente e o passado, entre o verão de há doze anos atrás onde os protagonistas se conheceram, até chegar ao último verão, o presente.

Poppy e Alex são dois amigos que se conheceram na faculdade e que da grande amizade surgiram as tradicionais férias de verão anuais.

No entanto, entre tantos verões e tantas férias, algum dia tinha de acontecer o inevitável. Que veio a concretizar-se anos mais tarde, num dos últimos verões e que levou ao afastamento dos protagonistas.

Poppy que achava que era infeliz na sua vida e com o emprego que tinha, descobriu que afinal sentia era falta de Alex, só era feliz com ele na sua vida. Então decide convidá-lo para uma viagem de verão, como nos bons velhos tempos. O que irá acontecer nesta viagem irá narrar o final da história.

Uma história sobre o poder da amizade mesmo quando esta se transforma em amor. Até porque todos nós queremos que o nosso amor seja o nosso melhor amigo.

 

Do meu Bullet Planner…

Sandra Silva, 14.08.24

 

São quase oito da noite e ainda estou na praia.

Não tenho pressa. Preciso de um banho quente e relaxante. Os balneários do campismo estão cheios de gente a esta hora. Filas, confusão, miúdos a gritar da água estar fria e sem pressão.

Prefiro ficar a ver o mar. E esperar pela hora de um banho quente e com pressão suficiente para tirar o champô do meu cabelo salgado.

Estou a vivenciar a hora dourada. E que bonita ela é.

No mar só se vêem surfistas a ver o pôr do sol das suas pranchas. Deve ser uma sensação única. Mas visto de terra o quadro também é bonito. Não dá para descrever.

Têm sido dias maravilhosos pelo oeste. Dias longos até ao entardecer na praia. Sem vento, com sol e calor.

Vive-se devagar por aqui. E que bem que sabe.

Do meu Bullet Planner…

Sandra Silva, 14.08.24

 

Fico na praia até ao entardecer.

Gosto de ficar na areia a olhar o mar.

A praia tem menos gente. Ouve-se mais o mar.

Ao fundo faz-se ouvir música vindo dos bares da praia.

Tudo está mais distante de mim, as pessoas, o barulho dos cafés, apenas o mar está mais perto, que é o que importa.

Ao longe avisto um barco à vela. E mais longe ainda, um barco de pesca.

Como eu gosto de ver barcos no mar. E gaivotas em terra. Quanto a estas últimas, não tem acontecido por aqui. Andam fugidas, as malandras. Como eu gosto do som delas. Seria a cereja no topo do bolo, neste fim de tarde quase perfeito. Porque faltam as gaivotas…

“Perto de casa”, Cara Hunter

Sandra Silva, 10.08.24

 

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Nunca tinha lido nada da autora mas já tinha ouvido falar muito bem.

É uma escritora de thrillers, o que é meio caminho andando para ter interesse em ler os seus livros.

Começei por ler o primeiro da autora, publicado em Portugal, “Perto de casa”.

Não sei se é necessário ler os livros por ordem, mas decidi começar pelo primeiro, mesmo assim.

O livro está muito bem escrito, cheio de suspense e com um final daqueles de nos deixar de queixo caído.

No final do livro surge o início da próxima história, daí achar que seja melhor ler os livros por ordem.

A história é sobre uma criança de oito anos que desaparece num cenário de uma festa de família, onde estão amigos e vizinhos. Claro que num cenário destes tudo é possível, até o vizinho mais próximo e amigável é suspeito.

No entanto, as principais suspeitas recaíram sobre a própria família da criança, os seus pais.

A trama está cheia de surpresas, de segredos que se desvendam mas que termina com um mega plot twist, absolutamente surpreendente. Que final foi este?! Tudo por causa de uma simples composição e mais não digo.

Na minha TBR (to be read) tenho mais um livro da autora, o segundo da ordem, “No escuro”, veremos se me irá surpreender tanto quanto este. Expectativas muito altas.