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Coffeenando

First coffee, then the world

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“Ela e o gato”, Makoto Shinkai e Naruki Nagakawa

Sandra Silva, 11.10.23

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A 25ª leitura do ano foi um livro que já tinha estado para ser lido, mas que na altura acabei por substituir por outro, chegou agora o momento de falar sobre o livro “Ela e o gato”, que tem das capas mais lindas.

Este livro chamou-me à atenção por três motivos: pela capa maravilhosa, por falar de gatos (se bem que eu nunca tive um gato, mas aprendi a gostar de gatos através da Corisca), e por ser de autores japoneses e eu estar cada vez mais a adorar ler ficção japonesa.

A escrita japonesa tem-se revelado simples, fluida, cativante, apaixonante.

“Ela e o gato” é um livro bastante pequeno com 157 páginas, mas que apesar das poucas páginas está cheio em conteúdo. Em transmissão de valores.

É um livro que fala não só de gatos, gatos falantes, mas da relação destes com outros gatos e com os seus donos. Fala sobretudo da relação entre animais neste caso gatos) e os seres humanos. Em como ambos se podem salvar.

Neste livro são contadas em paralelo várias histórias de vários gatos e as suas donas. É um livro que apela e enaltece a relação entre pessoas e animais. Que nos mostra como um animal pode muitas das vezes salvar-nos, seja em que situação for. Sobretudo na solidão, na perda, na ansiedade. Aconselho este livro a toda a gente, independentemente, de ter gatos. Nunca mais iremos olhar para eles da mesma forma. Tal como eu, depois de conhecer a Corisca.

“Antes que o café arrefeça, de regresso a Tóquio”, Toshikazu Kawaguchi

Sandra Silva, 09.10.23

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A 24ª leitura do ano foi o segundo livro da saga “Antes que o café arrefeça”, de Toshikazu Kawaguchi. Li o primeiro livro da saga em 2021 e gostei tanto que apesar de o ter requisitado na biblioteca, na altura em que o li, vim a comprar o livro em segunda mão no Trade Stories. 

Este segundo livro intitulado “Antes que o café arrefeça, de regresso a Tóquio”, não foge muito à história do primeiro livro: passa-se num café, num bairro de Tóquio, um café centenário, onde é possível sentar-se num lugar e regressar ao passado para se encontrar com alguém querido. No entanto, neste segundo livro há uma novidade, é também possível ir ao futuro. Uma das personagens irá fazê-lo para reencontrar a rapariga com quem não pôde casar.

A personagem que está sentada no lugar onde é possível voltar ao passado, mantém-se, a mulher vestida de branco que lê um romance e que quando se levanta para ir à casa de banho, é o momento em que é possível sentar-se no seu lugar e recuar no tempo. Neste livro, é também explicado o porquê da mulher estar ali, naquela cadeira há tanto tempo. A revelação é comovedora. 

O meu fascínio por cafés centenários, como é o caso deste da história, e pelo café em si, não fosse o nome deste blogue Coffeenando, fez com que tivesse curiosidade em ler esta saga, o que se tem tornado uma bela surpresa. 

Na minha pilha de livros para ler, já consta o terceiro livro da saga “Antes que as memórias desapareçam”.

 

“O carniceiro do pântano”, Alaina Urquhart

Sandra Silva, 08.10.23

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A 23ª leitura do ano, desta vez foi um thriller, intitulado “O carniceiro do pântano”, de Alaina Urquhart, autora americana, que se estreia com este livro.

Sou uma leitora apreciadora de thrillers. Gosto de um bom suspense, daqueles que me prendem a cada página. No entanto, neste livro isso não aconteceu. Não achei o livro espectacular, já li thrillers bem melhores. Não sei se por ser a estreia da autora, o que acho que também não é por aí que se vê um bom escritor, mas a escrita não me cativou.

O livro não me tirou o fôlego e muito menos o sono. Apenas, nas partes em que a autora, que é também, técnica de autópsias, descreve os corpos das vítimas e a forma como foram mortas. 

Atenção momento spoiler, o facto da personagem principal, Dr. Werner Müller, a patologista forense, ter sido, também ela, vítima do carniceiro do pântano, uns bons anos antes e ter conseguido escapar, fez com que a revelação deste acontecimento valesse toda a história.

 

“Tempestade de verão”, Jenny Colgan

Sandra Silva, 07.10.23

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A minha 22ª leitura do ano foi a continuação do livro anterior, “Pão, mel e amor”, neste caso “Tempestade de verão”, ambos de Jenny Colgan. 

Gostei tanto do primeiro que não perdi tempo e devorei este livro, tanto como devorei o anterior.

Se no primeiro livro a personagem de Mistress Manse e o seu feitio apurado, dificultou a vida a Polly, neste segundo livro, o seu sobrinho (que após a morte de Manse se tornou um dos herdeiros) veio complicar ainda mais a vida a Polly, que se encontrava sozinha, mais uma vez, sem aquele que se veio a tornar no seu namorado no primeiro livro, Huckle, e Neil, o papagaio do mar, seu animal de estimação. Tendo sofrido bastante com isso. Viu, assim, o seu negócio da padaria, e todo o seu árduo trabalho, a ir por água abaixo, devido ao capricho de um herdeiro mimado. Teve de reinventar-se e criou um novo negócio numa carrinha que se encontrava estacionada na margem do lado de lá da vila. Com o seu novo esforço, dedicação e bondade para com os outros conseguiu vencer, uma vez mais, mesmo sob tantas adversidades.

Neste livro apaixonei-me pela ideia da protagonista ter ido viver para o faro da pequena vila.

Esta história de Jenny Colgan contada em dois livros, prendeu-me tanto que tive curiosidade em saber mais sobre a pequena vila, que existe (como podem ver numa fotografia no post anterior), e que fica na Cornualha, em Inglaterra. Pesquisar sobre a pequena vila ajudou-me a construir todo o imaginário da história.

 

“Pão, mel e amor”, Jenny Colgan

Sandra Silva, 06.10.23

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A 21ª leitura do ano foi um livro de uma autora que se tornou das preferidas no romance, Jenny Colgan. Com quem tive o privilégio de estar este ano, na Feira do livro de Lisboa.

Esta autora é muito ao estilo de Joanne Harris, a minha escritora preferida de romances. Talvez por serem ambas da Grã-Bretanha.

Joanne Harris foi uma escritora com quem também tive o privilégio de estar, já faz uns anos. Foi num evento organizado pela Asa e pelo Él Corte Inglés de Lisboa. Onde tive a oportunidade, não só de estar com a escritora inglesa, jantar com ela, ter como oferta todos os livros da autora publicados pela Asa e ainda ter os livros da autora que eu tinha até então, todos eles autografados. Mas falemos de Joanne Harris num outro post, pois tenho um livro dela para ler, o seu último romance.

"Pão, mel e amor" foi o terceiro livro que li da autora. Já tinha lido "A livraria dos finais felizes" e "A pequena livraria dos recomeços", mas ainda não tinha lido os seus primeiros romances.

Este é o primeiro romance da autora publicado em Portugal. Amei o livro de tal maneira que li-o em cinco dias, e de seguida li "Tempestade de verão", a sua continuação.

A história passa-se numa pequena vila piscatória, que se forma numa ilha quando a maré enche, ficando, apenas, acessível de barco.

A protagonista, Polly, fez-me recordar outra protagonista, Vianne, e a localidade de Lansquenet-sur-Tannes, em "Chocolate" de Joanne Harris. Ambas as personagens mudam de vida para uma pequena localidade e virão nessa mudança a criação de algo mágico, que veio mudar não só as suas vidas como das pessoas que as rodeiam. Criaram, ambas, um negócio próprio. Polly, uma padaria, Vianne, uma chocolateria. Logo eu que adoro pão e chocolate, sou suspeita, portanto. 

Este livro cheira a farinha peneirada, a pão acabado de fazer, a água salgada, peixe fresco, mel...

Foi maravilhoso lê-lo, que bom que teve continuação. Que eu ia ficar cheia de saudades de Neil, o papagaio do mar, que era animal de estimação de Polly, e que lhe fez companhia quando mais precisou.

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St Michaels´s Mount, a localidade que inspirou o livro (no livro chama-se Mount Polbearne) fica na Cornualha, Inglaterra

“Romance de Verão”, Emily Henry

Sandra Silva, 05.10.23

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Esta foi a minha 20ª leitura do ano, e a que me acompanhou no início das férias de verão.

Foi um livro lido em formato digital, no KOBO. Aliás todas as minhas leituras das férias de verão foram no KOBO, por ser mais prático.

Ir de férias e pensar nos livros que levar e o peso extra na mala, deixou de ser uma preocupação.

Este foi o meu primeiro livro da autora, não amei, mas para passar o tempo de férias e de ócio foi uma leitura agradável. Tenho ainda o "Doidos por livros", "Lugar feliz", e "Pessoas que conhecemos nas férias" para ler. Todos em formato digital, porque estão disponíveis na aplicação KOBO PLUS. Só por isso, porque não me via a comprar os livros em papel.

O livro tem como protagonistas dois escritores e só por isso fez com que o quisesse ler. Mas apenas e só por isso. Porque a história não me arrebatou. Talvez os próximos. 

Journaling#9

Praia de outono

Sandra Silva, 04.10.23

O mar está despido de gente, na areia os poucos que ali estão deixam o mar sossegado, aproveitam os raios de sol que ainda se fazem sentir e que convidam a estender a toalha na areia. Na areia destacam-se as pegadas, pois são menos os que a pisam. As marés estão mais baixas e propícias a passeios à beira-mar, até às rochas. Vêm-se espécies que não se mostram na época alta. Vi lesmas do mar. Uma até dançou para mim, no fluir da corrente. E que bonito que foi. Os dias são passados mais devagar. Ir à praia ver o mar, apanhar um bocado de sol, enquanto leio o meu livro, e as gaivotas sobrevoam-me, de vez enquando desvio o olhar das páginas e olho o mar, onde só vejo barcos ao longe e a Berlenga, sempre a ilha.