“As intermitências da morte”, José Saramago

A décima nona leitura do ano foi um prémio Nobel, e em português, José Saramago.
O livro escolhido, depois de ter lido "O ensaio sobre a cegueira", que foi só um dos meus livros preferidos até hoje, foi "As intermitências da morte".
Este era um livro que já queria ler há muito, pela temática do livro, um assunto que por vezes é encarado como tabu. Ninguém gosta de falar da morte, ninguém quer morrer.
O livro começa com a seguinte frase "No dia seguinte ninguém morreu".
Apesar do livro falar de um tema sensível que é a morte, na história contada por Saramago, as pessoas deixam de morrer. O que aparentemente pode parecer espectacular, pois todos nós queremos viver para sempre, torna-se um caos. Afinal, se deixássemos de morrer não ia ser assim tão espectacular. O livro retrata as consequências disso mesmo. A falência das agências funerárias. O caos nos hospitais e serviços ligados à saúde. As pessoas ficavam em estado quase que terminal mas não morrerem, porque não podem. O que se tornou num desespero não só para as suas famílias como para os serviços de saúde.
É um livro que nos faz reflectir não só sobre a morte, mas também sobre as vida, o sentido da mesma, no fundo, a nossa existência.
Este foi um livro que não gostei tanto como "O ensaio sobre a cegueira". A fasquia com este livro ficou muito alta, e será difícil de superar.
No entanto, Saramago é um autor que pretendo ir lendo ao longo da vida, conhecer melhor a sua obra.
Na lista já tenho mais uns quantos livros, entre eles, "O homem duplicado", e "Levantado do chão".






