25 de Abril sempre
MÊS DE ABRIL,
DE ÁGUAS MIL,
ONDE MIL GENTES DESCONTENTES,
QUE VIVIAM IMPOTENTES,
SAÍRAM Á RUA INSURGENTES,
COM A SUA FRATERNIDADE,
CONQUISTARAM A LIBERDADE.
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MÊS DE ABRIL,
DE ÁGUAS MIL,
ONDE MIL GENTES DESCONTENTES,
QUE VIVIAM IMPOTENTES,
SAÍRAM Á RUA INSURGENTES,
COM A SUA FRATERNIDADE,
CONQUISTARAM A LIBERDADE.

Livros que vieram cá para casa no Dia Mundial do Livro
(o da esquerda oferecido pelo irmão mais velho e o da direita comprado por mim)
Dia corrido, hoje, mas não podia terminar o mesmo, sem vir aqui escrever algo sobre um dia tão importante para mim, como o Dia Mundial do Livro.
Para uma apaixonada por livros como eu, falar de livros é pura poesia.
Ler, para mim não foi uma paixão que veio da infância, mas foi algo que foi crescendo de intensidade, ao longo da minha vida. E hoje, sou definitivamente, uma livrólica assumida.
Comprar livros é um vício. São mais os que compro por mês, do que os que leio, é um facto. E sobre factos não há argumentos. Se bem que, estou sempre a arranjar argumentos para comprar um livro novo, e a justificar-me, em como a compra valeu a pena.
Quem me rodeia sabe, mas nem sempre entende ahahahah.
Que não falte tempo para ler todos os livros que tenho para ler, e os que ainda tenho por comprar.
Que haja cada vez mais livros a ser publicados, pois não faltarão leitores para os ler. Livros são para todos os gostos e idades. Ler é ler, seja que livro for.

Este foi o segundo livro que li este ano. Foi um presente de Natal do meu irmão mais velho. Um livro que queria muito ler, porque apesar de não conhecer a autora, ouvia boas críticas.
Apesar de ainda ser cedo, arrisco-me a dizer que talvez venha a ser o meu livro preferido de 2023. Como disse ainda é cedo, e tenho muitos livros na corrida ao podium para melhor leitura de 2023. Tenho livros de autores prémios nobel da literatura, como Toni Morrison, José Saramago e clássicos como, Jane Austen, irmãs Brönte. O que poderá fazer com que o livro, que até agora é o meu preferido, possa vir a ser ultrapassado.
Adorei a escrita da autora, e a história nem se fala. Tanto a história como as personagens são bastantes marcantes. Um acontecimento na vida da personagem principal que nos deixa sem chão. A delicadeza com que se trata o assunto delicado que é a morte e a perda. O cenário em que a história decorre, maioritariamente, passada num cemitério, onde a protagonista trabalha como guarda de cemitério. Uma profissão que desconhecia, e que nem sequer imaginava existir. Só tenho a ideia do coveiro, como pessoa que trata de todo o tipo de tarefas inerentes ao cemitério.
Este é um livro que levo para a vida e que vai ficar, com certeza, no meu top de leituras.
A escrita da autora arrebatou-me, de tal forma, que estou ansiosa por ler o novo livro, intitulado "Três", lançado em março deste ano, pela Editorial Presença.

Praia Fluvial de Adaúfe, Braga
Estendo a manta. Pouso o livro. Tiro o termo de café da mochila. Abro o termo. Fumega. Inalo o cheiro a café. Conforta-me. Contemplo a paisagem á minha frente. Verde. Calma. Reflectora. As árvores reflectem-se nas águas calmas do rio. Oiço pássaros. Dançam as folhas, ao som do vento. Deixo-me relaxar. Absorvo. Encosto-me no tronco da árvore atrás de mim. Conecto-me com a natureza. Abro o livro. Levo o copo de café do termo, á boca. Leio as primeiras linhas. Vagueio.
Neste momento estou na secretária, em frente a um computador, mas a minha imaginação perambula para este cenário que aqui escrevi. Inspirado por uma tarde passada numa praia fluvial no distrito de Braga, nas minhas recentes férias da Páscoa.
O bom de imaginar é poder deambular, não saindo do mesmo sítio. É poder ir buscar a paz e tranquilidade da natureza, para este momento enfadonho e com isso torná-lo mais libertador.

A minha primeira leitura do ano foi "O Sanatório", de Sarah Pearse.
Livro de estreia da autora inglesa. Um thriller, tal como eu gosto.
O que me levou a ler este livro, sendo um livro de estreia, sem qualquer conhecimento prévio, foi sem dúvida o título do livro e a capa, com um edifício assustador, no meio de uma floresta, coberta de neve. Um lugar isolado, longe de tudo e todos, e em pleno inverno. Um livro em que a ação se passa num antigo sanatório, transformado em hotel, pareceu-me mais que perfeito para a leitura de um thriller.
Este livro fez-me imaginar os sanatórios de outros tempos e o que se passava neles. Na altura que adquiri o livro fiz uma pesquisa de sanatórios em Portugal, e descobri que o hospital ortopédico onde a minha mãe foi operada, há uns bons anos atrás, o Hospital de Sant'Ana, é um antigo sanatório. Descobri, também, que a Pousada da Serra da Estrela, que tantas vezes me aparece no booking, quando faço as minhas pesquisas para retiros de fim-de-semana, originalmente, era também, um sanatório. E que em Valongo, existe um sanatório abandonado, o Sanatório de Monte Alto.
O livro foi suspense até ao fim, tanto que não cheguei a adivinhar o desfecho. Foi um final surpreendente.
A escrita da autora é bastante fluida, li o livro em onze dias, num total de 416 páginas.
No geral gostei bastante do livro, de tal forma que a autora já lançou um segundo livro, "O Retiro", que também já li, mas mais á frente irei falar da minha opinião sobre o mesmo, que não foi tão agradável, como "O Sanatório".
O ponto fraco que encontrei no livro foi a pouca referência ao sanatório, local que dá título ao livro, e que, na minha opinião, podia ter sido mais explorado. Penso que o livro ganhava mais com isso, por nos remeter para tempos antigos em que estes sítios, não só eram locais onde se tratavam pessoas com tuberculose, como também, pessoas com problemas mentais, e toda a prática envolvida nos tratamentos que eram feitos a estas pessoas, o que torna os sanatórios, locais bizarros.
Em conversa, no trabalho, com as minhas colegas fiquei a saber que hoje é o Dia Internacional do Café.
Nos dias que correm há dias para tudo e uma pessoa não consegue acompanhar tanta celebração.
Como viciada em café que sou, não podia deixar de escrever algo sobre esta substância que tanto me conforta a alma.
Aliás, o nome deste blog surgiu do meu gosto por café, e de algo mais, como explico no primeiro post do blog https://coffeenando.blogs.sapo.pt/745.html
Coffeenando, acho que não podia ter escolhido melhor.
Beber café, para mim, não é apenas o ato de "matar o vício" ou uma rotina diária, vai mais além.
Normalmente, é enquanto bebo café, e tiro aquele bocadinho do dia, uma, duas ou mais vezes, que tenho os meus minutos mágicos, fazendo referência ao título de um livro "Os meus cinco minutos mágicos", de Kristen Helmstetter, e que tem na capa, nada mais nada menos, do que uma chávena de café, nas mãos de alguém que parece estar num momento de relaxamento. Ora pois, que para mim, beber café é um ato de relaxamento, mesmo que o café seja considerado um estimulante. Aquele momento matinal, em que retiro o meu café da máquina, e me dirijo para um lugar aprazível no meu local de trabalho, ao ar livre, a levar com os raios de sol (quando há) e a ouvir os passarinhos, é sem dúvida um momento de plena meditação e que me relaxa e prepara para mais um dia de trabaho.
Quando vou passear a alguma cidade nova procuro sempre por um café e uma livraria históricos. A junção das duas coisas é perfeita para mim, não fosse eu uma amante dos livros e da leitura, como também, uma viciada em café, do seu sabor (sem açúcar, por favor) e dos seus cheiros e aromas, do seu envolvimento.

Livraria Centésima Página, Braga, abril 2023
Estamos no mês do livro (Dia Internacional do Livro, 23 de abril), e talvez por isso, me apeteça falar do meu vício, bom para a alma, e mau para a carteira, a compra desenfreada de livros...
Hoje, enquanto estou a escrever este texto, estou a escassos instantes de me ir perder na livraria do meu local de trabalho. Trabalho numa universidade, e na mesma existe uma livraria, a Almedina, que faz promoções com regularidade. O que é bom, atenção! Já que é para comprar livros, que sejam mais baratos. Por outro lado, compro sem precisar, não tivesse eu uma pilha de livros para ler. A pilha é tamanha que dá para ler um livro por semana (o que também não acontece) até ao final do ano.
Como apaixonada pelos livros que sou, tanto leio, como compro livros, mas talvez compre mais livros por mês do que os que leio. Talvez não, com toda a certeza.
Não consigo acompanhar o ritmo de leitura, com o ritmo que compro livros.
Gosto tanto da sensação que tenho ao comprar um livro novo, mais do que a sensação quando tenho de escolher uma nova leitura.
Ir a uma livraria, mexer nos livros, ver aquelas prateleiras cheias, sentir-lhes o cheiro, ver as capas é algo tão prazeroso, que não consigo vir de mãos a abanar. Sei que podia ir a uma biblioteca, que teria as mesmas sensações, mas apesar de trazer o livro comigo, teria de o devolver. E isso é um problema. Já dei por mim a comprar livros que requisitei na biblioteca, e que gostei tanto deles, que acabei por comprar (em segunda mão é certo, uma opção bastante mais económica).
Ainda agora vim de férias, estive em Braga, na livraria Centéssima Página, uma livraria que recomendo visitar, mesmo que não comprem nenhum livro. O espaço fica num edifício antigo. No interior da livraria, não há só livros, há peças de decoração artísticas, artigos de papelaria, um cafezinho muito catita, e no fundo da livraria, depois do café, abrem-se as portas para um jardim maravilhoso, que convida a permanecer por bons instantes, onde nos podemos perder nas páginas de um livro e bebericar um café.
Quando visitei a livraria da primeira vez, não comprei nada, mas desta vez, não resisti e trouxe um livro em promoção, "Os enamoramentos" de Javier Marías, por 8 euros. E ainda comprei uma lembrança da livraria, um saco de pano com o nome da própria, e passeá-lo por qualquer lado, com um livrinho, um caderno (o gosto pela escrita faz-me acompanhar sempre de um), uma caneta, uns post its e alguma coisa mais.
Esta semana de regresso ao trabalho, lá fui eu á livraria Almedina, que estava com mega promoção (para não variar) e eis que comprei mais um livro (shame on me), desta vez um prémio nobel da literatura, Toni Morrison, "Beloved", pela módica quantia de 10,74 euros.
Hoje a livraria está com nova promoção (again), e estou aqui que não me estou a aguentar.
Se comprar um livro (quase na certeza disso) irei vir aqui partilhar.
Boas leituras se for caso disso.